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OPINIÃO: Miki leva a melhor no primeiro debate dos candidatos à Prefeitura.

OPINIÃO: Miki leva a melhor no primeiro debate dos candidatos à Prefeitura.
outubro 02
12:49 2020

Um candidato não foi convidado pela rádio web que promoveu o debate na noite desta quinta-feira (01/10/2020).

Foi o primeiro debate entre cinco dos seis candidatos a prefeito de Cachoeirinha. E foi fraco. Sem a presença do candidato do DC, Pablo Hernandez, que não foi convidado pela rádio web Local Mais, os demais postulantes ao cargo de prefeito tiveram a oportunidade de apresentar propostas. E foi o que menos fizeram. Antônio Teixeira, da Rede, decepcionou. Jeferson Lazzarotto, do PT, estreava e demonstrou nervosismo. Rubens Otávio, do PSL, não trouxe nada de novo em relação ao que já faz na Tribuna da Câmara. Já outro estreante, João Paulo, surpreendeu e se saiu bem.

Nenhum deles, contudo, conseguiu desafiar o candidato Miki Breier. Com mais experiência e conhecendo a realidade de Cachoeirinha, passeou pelo debate.

Proposta concreta, mesmo, quase nada. E o pouco apresentado não veio acompanhado da explicação de
como fazer.

De todos os oposicionistas, João Paulo foi o melhor. Fez um discurso mais alinhado com a realidade demonstrando que está ciente das graves dificuldades financeiras da prefeitura e que será necessário muita criatividade para governar. Rubens Otávio foi mais do mesmo fazendo terra arrasada, como faz na Tribuna da Câmara, mas sem apresentar propostas para resolver o que vê de errado. Antonio Teixeira e Jeferson Lazzarotto não foram bem, como disse acima. O primeiro ficou no discurso de cortar CCs, de revisar contratos, reformar todas as escolas e por aí afora. Deu a entender que muita coisa pode ser feita cortando CCs, o que é impossível. Já Lazzarotto rezou pela cartilha do PT sem conseguir se aprofundar em propostas. Quer dar atenção à periferia, mas faltou explicar como vai arrumar dinheiro.

Um pouco de cada candidato:

Miki Breier – Fez um breve resgate de como encontrou a prefeitura, que comprometia 77% da receita corrente líquida para pagar o funcionalismo. “A maior crise da história. Arrumamos a casa e agora vamos dar um passo para o futuro”, disse. Ressaltou que recuperou as finanças e melhorou a saúde e a segurança. Lembrou que reduziu o número de secretarias de 19 para 12 e cortou o número de CCs em mais de 20%. Armou a Guarda Municipal, fez a praça do Eco Turismo, recuperou outras. Miki lembrou de obras abandonas que encontrou. Concluiu a UPA e duas escolas de educação infantil e a terceira esté 98% pronta. Lembrou que a cidade tem sistema de câmeras em todas as escolas e praças e ainda wi-fi gratuito.
Faltou ao candidato apresentar propostas e se aprofundar nelas. Não chega a ser uma novidade. Na última eleição, ele seguiu esta mesma linha.

João Paulo – Disse que é preciso investir no hospital Padre Jeremias e construir outro hospital na cidade. Prometeu a retomada das vans no transporte coletivo. Quer qualificar a Guarda Municipal para enfrentar o tráfico de drogas e melhorar o monitoramento com a integração de câmeras de empresas ao sistema. Uma maior integração entre a Guarda Municipal e Fiscalização de Trânsito também foi defendida. Reconhece a dificuldade financeira da Prefeitura e diz que será necessário o próximo prefeito ter muita criatividade para enfrentar a falta de recursos. Defendeu um distanciamento institucional com a Câmara afirmando que os projetos devem ser votados como desejarem os vereadores, sem haver pressão do Executivo. Em um mundo ideal, digo que isto é maravilhoso. No mundo real, isso não funciona. Sem ter maioria na Câmara, nenhum prefeito governa.

Jeferson Lazzarotto – Usou a surrada cartilha do PT e o que mais preocupou foi o uso repetido da expressão “vamos radicalizar a democracia”. Ele quis dizer que quer retomar o orçamento participativo e
dialogar muito com a periferia, que chama de invisíveis. O povo já não aguenta mais radicalizações. E quando um candidato diz que vai radicalizar já causa preocupação. As pessoas não entendem facilmente o que ele quer dizer com esse jargão petista. Defendeu programas sociais e demonstrou maior preocupação com as classes mais pobres mas sem dizer como pretende mudar a realidade de Cachoeirinha, pois para ter uma atenção acima do que existe para os mais pobres, é necessário ter dinheiro. Faltou em incentivar a riação de cooperativas para geração de emprego e renda.

Rubens Otávio – Para quem acompanha o vereador na Tribuna da Câmara, foi mais do mesmo. Acusou Miki de desgoverno, citou apontamentos do Tribunal de Contas sobre o hospital de campanha, criticou o não pagamento do Iprec afirmando que no futuro isto se tornará em um grande problema para a prefeitura e reclamou da falta de atenção à saúde. Prometeu criar um aplicativo para atendimento da população nesta área, como marcação de consultas e distribuição de medicamentos. Sobre esse ponto, eu explico que esse sistema já está sendo implantado. Rubens ressaltou mais de uma vez que a cidade precisa ser gerida para todos e não para um grupo que está no poder. Quando foi questionado sobre como enfrentar o tráfico de drogas, o candidato disse que precisa ser feito um enfrentamento verdadeiro, mas desviou para denunciar que a Guarda Municipal está com um efetivo 35% reduzido e que a BM chega a 47%. Disse ainda que a Guarda está com munição vencida. Rubens ainda reclamou que as escolas estão sucateadas e que no IDEB, que mede a qualidade do ensino, nenhuma atingiu a meta. Ele ainda criticou o turno inverso argumentando que o modelo existente hoje é inferior ao mínimo que deveria ser colocado em prática. Como vai resolver tudo isso, ele não explicou.

Antonio Teixeira – O segundo colocado na última eleição, decepcionou. Falou do hospital de campanha, mas sem profundidade e criticou um episódio no qual vereadores foram impedidos de entrar na estrutura.
Disse que vai diminuir o número de CCs e salientou que se eleger com vários partidos seria fácil e depois se tornaria difícil acomodar todos em cargos. Não abordou como vai governar sem ter a maioria na Câmara.
Ressaltou que Cachoeirinha “tem um orçamento muito bom” de R$ 500 milhões e disse não entender como faltam medicamentos. Em mais de uma oportunidade afirmou que Cachoeirinha parou no tempo e que chegou a ser a oitava economia do RS. Para resolver o problema de arrecadação, defendeu a criação de uma casa do empreendedor e salientou que a vice-prefeita Ester Ramos ocupará uma secretaria destinada a atrair investimentos. Prometeu no primeiro mês de governo reformar todas as escolas e afirmou esperar que a vacina contra a Covid esteja disponível para vacinar todos os estudantes. Ainda disse que a prefeitura precisa se preocupar com as calçadas em toda a cidade e não só na Flores da Cunha, mas sem dizer se vai usar dinheiro público, e de onde vai tirar, para arrumar os passeios públicos em todos os bairros. Hoje, isto é responsabilidade dos moradores.

As alfinetadas
O candidato João Paulo questionou Miki Breier sobre o que acontecia com ele com relação a licitações travadas pelo Tribunal de Contas. Não só na prefeitura, mas também quando foi presidente da associação de prefeitos, Grampal. Miki explicou que os apontamentos se relacionaram a possíveis falhas administrativas, corrigíveis, e não a má fé. E na tréplica, sem chance de João Paulo responder, lembrou que o candidato também esteve envolvido em uma investigação sobre o sumiço de uma arma quando
ocupou cargo no estado. Miki não disse textualmente, mas para meio entendedor: a investigação do sumiço da arma não significou que João Paulo tenha sido o responsável.


João Paulo questionou Jeferson Lazzarotto trazendo um assunto nacional lembrando que deputados federais de esquerda, em especial do PT, votaram contra ao agravamento de pena, durante a pandemia, para casos de corrupção. Lazzarotto devolveu que o PP tem o maior número de político
envolvidos em casos de corrupção e João Paulo completou salientando que nenhum gaúcho tinha sido condenado.

Antonio Teixeira questoniou Rubens Otávio sobre o fato de ele ter estado pelo menos dois anos no governo Miki e agora ser oposição. Rubens argumentou que até casamentos e amizades pode não durar para sempre e que saiu da base de apoio por não concordar com o que estava sendo feito.

As notas para os candidatos
Miki Breier – Contou o que fez e se defendeu dos ataques. Faltou se concentrar mais em propostas – Nota 7
João Paulo – Demonstrou saber que estamos em crise e apresentou propostas – Nota 6
Rubens Otávio – Fez terra arrasada e não disse como vai resolver os problemas que vê – Nota 5
Antonio Teixeira – Discurso distante da realidade e abordagem simplista de temas que sempre geram reclamações em qualquer parte do pais, como transporte coletivo e saúde – Nota 3
Jeferson Lazzarotto – Usou a cartilha desgastada do PT e não conseguiu apresentar propostas concretas – Nota 3

Para quem não viu o debate e quer tirar suas próprias conclusões, segue abaixo o vídeo:

https://www.facebook.com/watch/live/?v=334855361083508&ref=watch_permalink

Fonte: OReporter

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